Uso ‘mal-educado’ de eletrônicos portáteis irrita 90% dos norte-americanos

Digitação e leitura ao volante são práticas que mais incomodam.
Pesquisa sobre ‘etiqueta móvel’ ouviu 2.160 adultos nos Estados Unidos.

Do G1, em São Paulo

Digitar e ler mensagens ao volante são as práticas mais irritantes, diz pesquisa.

A falta de etiqueta no uso de eletrônicos portáteis – caso de telefones celulares, notebooks e netbooks — incomoda cerca de 90% dos adultos norte-americanos, segundo um estudo realizado pela Harris Interactive com patrocínio da Intel. Na liderança das reclamações (72% dos 2.160 adultos entrevistados) aparece a digitação ou leitura de mensagens em dispositivos móveis enquanto os usuários estão ao volante.

Ainda entre os hábitos irritantes da “etiqueta móvel” estão falar alto em público adotando para isso dispositivos portáteis (63%) e o uso de eletrônicos para discutir assuntos particulares em público (55%). Também aparece na lista aqueles que leem ou digitam textos nos dispositivos na presença de outras pessoas (54%).

Apesar de tantos se incomodarem com esses hábitos, somente um terço (38%) dos entrevistados admite trocar mensagens de texto na presença de terceiros. Nessa mesma linha, só 28% deles dizem usar esses portáteis para discutir em público assuntos particulares.

O estudo também afirma que 80% dos norte-americanos já testemunharam alguém fazendo algo estranho durante uso de dispositivo móvel: essa “categoria” vai desde deixar um caixa esperando até a conclusão da conversa a usar notebook em banheiro público, passando pela digitação ao volante, na igreja, em funeral ou em consultório médico.

O uso de portáteis conectados à internet, em locais públicos, incomoda 82% dos entrevistados. A irritação fica em 56% quando considera o uso da web em cafés e restaurantes, enquanto chega a 47% se considerados cinemas e shows. Entre os entrevistados, 41% citaram lojas e mercados como estabelecimentos onde a prática incomoda, enquanto 26% falaram em banheiros públicos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de abril de 2009 nos Estados Unidos.

Teste de cola levanta picape carregada com carro

Feito entrou para o Livro dos Recordes e peso passou de 5 toneladas

Carlos Guimarães do Autonews

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F350 é erguida por guindaste que traz parte fixada com supercola

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Especialistas conferem a fixação

Pode perecer apenas mais uma daquelas maluquices que acontecem nos Estados Unidos, mas a brincadeira acabou entrando para o Livro dos Recordes como o veículo mais pesado levantado com cola. Pois bem, uma picape Ford F350 com um pequeno smart fortwo na caçamba (o que somou mais de cinco toneladas de peso) foram erguidos por um guindaste e com ajuda de uma corrente que teve um dos elos colado com nove pingos de cola Super Bonder de secagem rápida.

O recorde foi batido com uma boa margem de folga, já que no antigo o veículo pesava quase uma tonelada a menos. Claro que tudo serviu para mostrar a eficiência da tal cola, mas não deixou de ser interessante, assim como aconteceu com quatro finalistas do BBB que ficaram suspensos a 12 metros, fixados com o mesmo produto.

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Na caçamba, F350 carregava um pequeno smart fortwo

Veja lista dos carros personalizados mais estranhos do mundo

Mania de personalizar o carro produz exageros como Fusca Transparente.
Há ainda limusine de 2 cabeça, carro-lancha e carros em formato de bichos.

Do G1, em São Paulo

A moda do “tuning” (modificação radical dos carros em busca da máxima personalização) tem produzido obras de arte e coisas muito esquisitas. O mais incrível é que esses veículos andam. Acompanhe a seguir alguns dos tunados mais radicais do planeta.

O artista performático e meio maluco Erwin Wurm, da Áustria, criou a série “Fat Cars” (”carros gordos”), na qual os modelos são estofados por fora para parecerem “obesos”.

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Modelo é estofado por fora para parecer ‘obeso’.

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Bem mais “light” é o Fusca Transparente, feito de arame. Bom para dias quentes. Ruim em dias de chuva. Outro aproveitou seu amor por gatos e personalizou seu fusquinha.

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Um motorista americano uniu sua paixão por carros grandes e pelos esportes aquáticos e criou o carro-lancha.

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Outros aproveitaram o amor pelos Fuscas e pelos animais para transformar seus bólidos em javali…

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… e tartaruga.

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A limusine de duas cabeças é ideal para quem gosta de ir e vir sem ter que fazer curvas.

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Um dos problemas do carro-com-roda-gigante é alcançar a cabine. Outro é a falta de espaço para o estepe.

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Vans com linhas futuristas é mania no Japão. Esta parece que vai sair voando a qualquer momento.

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Por fim, o carro-tênis, criado para fins publicitários.

Pesquisadores anunciam máquina capaz de ler mentes

Cérebro é mostrado em tomografia.

LONDRES (Reuters), 12 de março – Cientistas mostraram pela primeira vez que talvez seja possível “ler” a mente de uma pessoa apenas observando a sua atividade cerebral.

Usando um scanner moderno para medir o fluxo sanguíneo, pesquisadores britânicos afirmaram nesta quinta-feira (12) que foram capazes de dizer onde voluntários estavam localizados dentro de um ambiente de realidade virtual gerado por computador.

“De forma surpreendente, apenas de olhar os dados do cérebro podíamos predizer onde exatamente eles estavam“, disse Eleanor Maguire, do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging, da University College London, a repórteres.

“Em outras palavras, nós pudemos ‘ler’ a memória espacial deles.”

MÁQUINAS DE LER MENTES

A descoberta abre a possibilidade de desenvolver máquinas para ler uma série de memórias, embora Maguire tenha dito que o risco de uma leitura da mente “intrusa” ainda está distante.

Por outro lado, ela acredita que a descoberta, relatada na revista Cell Biology, ajudará os estudos sobre transtornos da memória, como Alzheimer, ao lançar luz sobre como a região cerebral do hipocampo registra as memórias.

Maguire e colegas usaram a tecnologia conhecida como imageamento por ressonância magnética funcional, ou fMRI (na sigla em inglês), e ilumina as regiões do cérebro quando elas são ativadas.

ALGUNS TESTES REALIZADOS

Ao escanear o cérebro de pessoas enquanto elas jogavam no computador um jogo de realidade virtual, eles foram capazes de medir a atividade de determinados neurônios no hipocampo, região conhecida por ser essencial para a memória e a navegação espacial.

A pesquisa abre caminho para a análise de como outros pensamentos – incluindo memórias mais completas do passado ou visualizações sobre o futuro – são codificadas através dos neurônios.

Isso poderia um dia significar o uso de fMRI para exames forenses de uma série de memórias e pensamentos, deflagrando possivelmente uma porção de problemas éticos.

LONGO CAMINHO PELA FRENTE

Por enquanto, porém, a tecnologia funciona apenas com voluntários e o pesquisador Demis Hassabis disse que levaria ao menos 10 anos para que as aplicações forenses se tornassem uma possibilidade.

“Há um longo caminho para que esse tipo de tecnologia seja possível onde você possa ler os pensamentos de alguém numa única e curta sessão, quando eles não querem cooperar”, afirmou ele.

Por Ben Hirschler

Sonda da Nasa buscará planetas semelhantes à Terra

Sonda da Nasa buscará planetas semelhantes à Terra

WASHINGTON (Reuters), 20 de fevereiro – Uma sonda da Nasa que leva a maior câmera já enviada ao espaço será lançada no próximo mês para vasculhar nosso trecho da Via Láctea em busca de planetas rochosos e quentes como a Terra, teoricamente capazes de abrigar vida, disse a Nasa na quinta-feira.

A sonda Kepler deve passar três anos e meio examinando mais de 100 mil estrelas semelhantes ao nosso Sol, em busca de sinais de planetas de tamanho e composição parecidas com os da Terra.

A Kepler deve ser lançada da Base Aérea do Cabo Canaveral (Flórida) no dia 5, a bordo do foguete Delta 2, segundo a Nasa. A sonda foi fabricada pela Ball Aerospace and Technologies, do Colorado, uma subsidiária da Bell Corp..

“A Kepler empurrará as fronteiras do desconhecido no nosso pedaço da galáxia Via Láctea. E suas descobertas podem alterar fundamentalmente a visão que a humanidade tem de si própria”, disse a jornalistas Jon Morse, diretor da divisão de astrofísica da Nasa.

Cerca de 300 planetas foram descobertos desde 1995 orbitando estrelas que não o Sol, mas a maioria são gasosos, com improváveis condições para o surgimento de vida.

A nova missão se concentrará na busca por planetas rochosos orbitando a chamada “zona habitável” das estrelas, onde não ficam nem perto demais para esturricarem, nem longe demais para se congelarem.

“O que nos interessa é encontrar planetas que não sejam quentes demais nem frios demais, (e sim) onde a temperatura seja correta para que haja água líquida na superfície do planeta”, disse William Borucki, do Centro de Pesquisas Ames, da Nasa, na Califórnia. A água é considerada um ingrediente essencial para a vida tal qual a conhecemos.

Borucki estimou que a sonda Kepler possa detectar talvez 50 desses planetas, mas não há nada garantido.

“Se encontrarmos tantos, certamente significará que a vida pode ser bem comum por toda a nossa galáxia – que há uma oportunidade para que a vida tenha um lugar para evoluir.”

Mas, se nenhum ou poucos planetas forem descobertos, isso pode indicar que planetas hospitaleiros como a Terra são muito raros, e que a Terra pode ser um solitário reduto de vida, acrescentou Borucki.

Por Will Dunham

Nasa divulga imagem inédita de buraco negro supermassivo

Nasa divulga imagem inédita de buraco negro

Foto: Divulgação / NASA e CXC

RIO DE JANEIRO (Da Redação Click 21), 6 de fevereiro – A Nasa divulgou imagem inédita da galáxia Centaurus A, mostrando um buraco negro central supermassivo.

Um buraco negro é o que sobra quando uma estrela gigante acaba. Com sua ‘morte’, as reações de que acontecem normalmente em seu núcleo param e seu combústivel é consumido.

A gravidade da estrela atrai a matéria ao redor para seu interior e comprime o núcleo, que se aquece e explode. Esse núcleo super comprimido é tão denso e sua gravidade tão forte que nem a luz consegue escapar, e dá seu nome, buraco negro.

O registro da foto foi capturado pelo telescópio Apex, no Chile. Os raios-x (acima e à esquerda na foto) estendem-se por 13 mil anos-luz, a partir do buraco negro. Informações do observatório de raios-x Chandra estimam que o jato viaje a uma velocidade equivalente à metade da velocidade da luz.

Tinta antiladrões de Wi-Fi

Você não aguenta mais ter de mudar a chave de segurança de sua rede sem fio para evitar que aquele seu vizinho metido a hacker roube o seu sinal? Pois então esta invenção dos japoneses (eles, mais uma vez!) certamente irá te agradar.

Pelo mesmo preço de uma lata de tinta convencional (ao menos lá no Japão…), você pode comprar uma tinta especial com óxido de alumínio que ressoa na mesma frequência das redes wi-fi, cancelando qualquer onda eletromagnética que use a mesma faixa.

Agora, para evitar roubo de sinal, basta pintar as paredes de sua casa com a tal tinta (ainda não sabemos em quais cores ela está disponível) e se sentir seguro! Agora, se é você que costuma aproveitar a super banda larga do seu vizinho, talvez seja hora de fazer upgrade na sua banda…

MSN

‘Tuning’ de computadores leva máquinas exóticas à Campus Party

Área de ‘modding’ reúne os exemplares ‘tunados’ no evento.
Especialistas superam barreiras para criar máquinas estilizadas.

Renato Bueno/G1

A área de “modding” na Campus Party é o espaço destinado aos computadores modificados. São cordões de neon, refrigeração líquida, gabinetes gigantescos, painéis de controle e, claro, improvisos na medida certa para aliar a arte à tecnologia.

Projeto conceitual: o robô-computador de Maciel Barreto nasceu de uma ilustração no Photoshop. (Foto: Renato Bueno/G1)

Um rápido passeio por essa área revela projetos peculiares, cada um com sua particularidade, mas com algo em comum: eles foram criados, em muitos casos, exclusivamente para o evento. Assim como em 2008, serão premiados os computadores modificados que mais se destacarem.

Dono de dois prêmios em “modding” na primeira edição da Campus Party Brasil, Maciel Barreto conseguiu patrocínio e montou uma nova máquina para 2009. O orçamento da produção, que em 2008 era pouco mais de R$ 1 mil, chegou a R$ 9 mil com o computador-robô “Morphiu’s”.

O projeto nasceu de uma ilustração feita por Maciel no Photoshop e virou realidade com modelagem em acrílico e fibra de vidro. O visual futurista da máquina esconde um computador comum, sem exageros de configuração. Um dos obstáculos, diz Maciel, foi trazer o computador desde Itajuípe, Bahia, até São Paulo. “Ficou grande, mas ao mesmo tempo leve”, explica.

Renato Bueno/G1

Um computador dentro de um carro miniatura chama a atenção na Campus Party. (Foto: Renato Bueno/G1)

Os traços regionais também aparecem em computadores mais “simples”. Jader França revestiu seu PC com um mosaico que traz as bandeiras do Brasil e da Paraíba, além de uma placa de acrílico com motivos que lembram o sertão. “A máquina ficou pronta na quinta-feira, às vésperas da Campus Party”, conta ele. Jader teve a ajuda de um amigo e explica que fez modificações para melhorar a refrigeração da máquina.

Quem também teve ajuda de um amigo foi Omar Majzoub, que, depois de participar da Campus Party 2008, decidiu criar seu primeiro “casemod”. “Não é todo dia que você vê um computador de madeira”, diz ele sobre a ideia inicial do projeto. Omar contou com a ajuda de um amigo, marceneiro, para projetar o gabinete “gigante”, com estrutura de madeira. “Ele tem as máquinas adequadas, e nunca ficaria assim se eu cortasse com serrote”, explica.

O computador de Omar tem refrigeração líquida, diversas ventoinhas e laterais transparentes, que dão a visão do interior. O mais difícil, diz ele, foi conciliar a madeira com as peças hi-tech: “A madeira não é como o metal, precisa ser perfeito”. O peso disso tudo? No bolso, mais de R$ 1 mil. Na balança, de 35 a 40 kg. Para quem pretende começar a modificar computadores, Omar dá a dica: comunidades e fóruns na internet têm bastante material de referência, como fotos e instruções.

Renato Bueno/G1

Omar optou por um gabinete de madeira; máquina pesa de 35 a 40 kg. (Foto: Renato Bueno/G1)

Renato Bueno/G1

Refrigeração líquida e fonte de 1000 W de potência são itens necessários quando se tem duas placas de vídeo funcionando juntas. (Foto: Renato Bueno/G1)

Veja o carro mais seguro do mundo!

Knight XV promete segurança extrema. Utilitário esportivo custa R$ 715 mil e tem motor bicombustível

Por: Ricardo Tadeu

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Pesando mais de 5.000 kg, Knight XV tem blindagem de nível máximo e suporta tiro de armas de grosso calibre


Apenas cem unidades do utilitário Knight XV serão produzidos. O modelo é considerado um dos carros mais seguros do mundo e, se depender do seu visual macabro, será difícil alguém se arriscar diante dele. Visualmente, o modelo passa a sensação de ser um veículo de guerra, pois conta com diversos reforços, inclusive nos faróis, capô e grade dianteira.

A blindagem é de alto nível e abrangem toda a carroceria, inclusive nos parachoques, pneus e rodas. Os vidros tem 2,5 polegadas de espessura e suportam tiros de potentes metralhadoras. Sob o capô, o modelo vem equipado com um motor 6.8 V10 bicombustível, que roda com gasolina e etanol. São 400 cv de potência para alavancar o pesadíssimo utilitário com mais 5.000 kg.

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Visual de utilitário lembra um tanque de guerra

Por dentro, muito conforto para os seis ocupantes. Os bancos são revestidos de couro e o entretenimento fica por conta das telas de cristal líquido e vídeo-games Playstation 3. Às vendas serão feitas pela fabricante Conquest e o utilitário será lançado com um preço de R$ 715 mil e promete, além de segurança, muito conforto e luxo para os passageiros.

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Interior traz bancos revestidos de couro, telas de cristal líquido e vídeo-game PlayStation 3

Quanto tempo vão durar as pegadas do homem na Lua?

por Gabriela Portilho

Em teoria, elas durariam milhões de anos, pois, como não há atmosfera na Lua, por lá não ocorre erosão, seja pelo vento, seja pela chuva. Acontece que, justamente por não ter atmosfera, a Lua é constantemente bombardeada por meteoritos. Esses meteoritos, por sua vez, podem levantar um monte de poeira no choque com o astro, provocar tremores na crosta, ou mesmo cair em cima das pegadas, o que, obviamente, as desfiguraria. No entanto, não temos como saber se isso já ocorreu ou não, já que nenhuma missão retornou ao lugar onde, em 20 de julho de 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Edwin Aldrin deixaram a marca de suas pisadas.

Outro possível “apagador” das pegadas seria a erosão provocada por ventos solares – mas isso somente em uma escala de tempo extremamente longa e difícil de prever. Ou seja, qualquer tentativa de cálculo seria unicamente na base do “chutômetro”. Ah, e detalhe: as marcas de que estamos falando são aquelas deixadas longe do módulo de pouso do foguete. As que estão – ou estavam – próximas provavelmente foram apagadas pelo jato de propulsão da nave com que os astronautas retornaram à Terra.

Via Láctea é maior do que se pensava, dizem astrônomos

Resultados são de pesquisadores americanos.
Nossa galáxia rivaliza em porte com sua vizinha Andrômeda.

Cientistas americanos descobriram que a Via Láctea pesa 50% a mais do que era estimado antes e gira em torno de seu próprio exio a 965.600 km/h, quase 161.000 km/h mais rápido do que se considerava anteriormente.

A equipe, formada por pesquisadores do Observatório Nacional de Rádio e Astronomia dos EUA e do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresentou nesta segunda-feira (5) os resultados de sua pesquisa em reunião da Sociedade Americana de Astronomia em Long Beach, na Califórnia.

Eles explicam que, por ser mais veloz e pesada, a galáxia tem maior força gravitacional, o que significa que são maiores as possibilidades de ela colidir com a galáxia de Andrômeda, ou com outras, menores e mais próximas.

“Acabou a ideia de a Via Láctea como irmã menor de Andrômeda em nosso grupo local”, afirmou o cientista Mark Reid, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.

O fato de as observações científicas terem sido feitas de o interior da galáxia dificulta as medições e o estudo de sua estrutura, algo mais simples para o restante de galáxias, das quais se pode obter uma imagem geral.

Até agora, o valor das magnitudes da Via Láctea era calculado por medições indiretas.

No entanto, os radiotelescópios VLBA da Fundação de Ciência Nacional dos EUA registram imagens de alta qualidade e medidas diretas de distâncias e movimentos que não dependem de outras propriedades, como o brilho.

Nas imagens da galáxia captadas pelos radiotelescópios, os cientistas localizaram regiões de intensa formação de estrelas nas quais moléculas gasosas aumentam as emissões de rádio.

Essas áreas servem como marcas brilhantes para o radiotelescópio, o que permitiu determinar os movimentos tridimensionais dessas regiões, que, em sua maioria, seguem um caminho circular, na medida em que se movimentam pela galáxia, mas elíptico e a uma velocidade inferior às das demais regiões.

Os pesquisadores atribuem estes movimentos às ondas expansivas de densidade espiral, que tomam gás de uma órbita circular, o comprimem para formar estrelas e originam uma nova órbita elíptica.

Esses processos, segundo explicam os cientistas, contribuem para reforçar a estrutura espiral da Via Láctea.

A equipe sugere ainda que a galáxia tem quatro, e não dois braços, de gás e pó em espiral, nos quais se formam estrelas.

Cometa Apófis: A ameaça se aproxima

Não há nenhum planeta-gigante-vermelho vindo em direção a Terra. Se você ouviu essa história em algum lugar, esqueça. É sensacionalismo barato. A verdadeira ameaça vem de rochas muito menores, do tamanho de uma montanha, escuras e difíceis de detectar. Como Apófis.

Esse asteróide de 350 metros de largura foi anunciando em dezembro de 2004 como tendo uma chance de 0,3% de colidir com a Terra em 13 de abril do ano 2029. Embora a possibilidade pareça insignificante, ele foi o primeiro a atingir o nível 2 da escala de Torino, que classifica o perigo associado a asteróides e cometas (veja abaixo).

Torino impact hazard scale

Difícil previsão
ATUALMENTE SOMOS CAPAZES DE IDENTIFICAR com eficiência asteróides com pelo menos um quilômetro de extensão, embora os menores também sejam perigosos. Determinar se podem nos atingir numa passagem futura, contudo, é sempre um desafio ainda maior.

É que essas “montanhas voadoras” precisam ter suas trajetórias orbitais muito bem determinadas. Somente então faz sentido a aplicação das equações que fornecem suas posições futuras, e que consideram a interação gravitacional com corpos mais massivos nas redondezas, como planetas – o que altera novamente seus rumos, num intrincado trânsito orbital que pode acabar em trombada.

Muitas vezes os astrônomos tem informações apenas sobre um pequeno fragmento orbital, colhido em poucos dias de observação. Refinamentos posteriores geralmente alteram as previsões iniciais. Foi o que aconteceu com Apófis. Mesmo assim sua passagem em 2029 será um rasante tão próximo (menos de um décimo da distância Terra – Lua) que ele poderá ser visto a olho nu.

É uma lei da natureza que a Terra e todos os outros corpos permaneçam em seus devidos lugares e deles sejam deslocados apenas por meio da violência.

Aristóteles (384-322 a.C.), FÍSICA

Evitando o pior
NA PIOR DAS HIPÓTESES ELE ATINGIRIA A TERRA na passagem seguinte, em 2036. O mais provável é que não represente uma ameaça, mas ainda assim seria bom que pudéssemos nos precaver de alguma forma. E as propostas já existem.

A Agência Espacial Européia (ESA) escolheu Apófis e mais outro asteróide para uma operação de desvio de trajetórias orbitais que está sendo chamada de Missão Dom Quixote.

O asteróide 2004 MN4 ficou conhecido como Apophis (ou Apófis) após ser considerado o objeto celeste mais ameaçador já descoberto. É o nome de uma divindade egípcia em forma de serpente, senhor da destruição e do caos.

Até 2007 a ESA decidirá qual dos objetos receberá a visita das naves Sancho e Hidalgo, para testar a manobra pela primeira vez.

Hidalgo, homenagem ao cavaleiro errante criado pelo espanhol Miguel de Cervantes, colidirá com o asteróide escolhido, enquanto Sancho, o fiel escudeiro do herói, observará a colisão, documentando a mudança de trajetória.

Os americanos também estudam utilizar um rebocador espacial que atracaria com a superfície do asteróide ameaçador. Um empurrão lento durante uns três meses na direção do seu próprio movimento orbital seria suficiente para resguardar a Terra de um impacto (o aumento da velocidade orbital expande a órbita de um corpo, mudando seu rumo).

Tudo deve ser testado o mais rápido possível – com asteróides conhecidos. Os programas de patrulhamento celeste devem ser ampliados e aperfeiçoados. Somente com antecedência de pelo menos uma década poderemos fazer alguma coisa.

Vizinhos perturbados
ESSES CORPOS CELESTES NÃO VÊM DE LONGE, de fora do nosso sistema planetário. Pelo contrário, são “habitantes” da parte rasa do Sistema Solar, vagando ao redor do Sol em trajetórias elípticas geralmente internas à órbita de Júpiter.

Eles não são grandes como planetas, mas são muitos. A história geológica da Terra – e a superfície esburacada da Lua – guardam marcas de encontros pouco amigáveis no passado. Hoje não se conhece nenhum cuja colisão com o nosso mundo seja certa. Mas é certo que um dia acontecerá de novo.

Diagrama mostra a aproximação de Apófis em 2029. O traço branco, perpendicular a trajetória, representa as posições alternativas para o asteróide nessa data. Em nenhum caso ele colide com a Terra. O rasante é visto a olho nu da Europa, África e Ásia ocidental. Adaptado do diagrama de Paul Chodas/NASA/JPL.

JOSÉ ROBERTO V. COSTA

Astronomia no Zênite


A galáxia dos mil rubis

Por Cássio Barbosa from G1

M83Uma jóia dos céus austrais, M83 é uma das galáxias que mais atraem a atenção de observadores, amadores ou não.

M83 é, ao que parece, uma versão da Via Láctea em pequena escala com um tamanho
2,5 vezes menor. Trata-se também de uma galáxia do tipo espiral barrada que está a 15 milhões de anos-luz de distância na constelação de Hidra. Esta galáxia foi descoberta no século 18, mas até hoje guarda alguns mistérios, justamente o que a faz ser tão observada.

Essa nova imagem, obtida pelo Observatório Europeu Austral (ou ESO, em inglês) mostra uma miríade de regiões de formação de estrelas, em especial aquelas com muita massa. Essas regiões são os tais rubis da foto, regiões onde o hidrogênio é excitado e brilha intensamente nessa coloração rosada. Não é difícil notar que essas regiões traçam muito bem a posição dos braços espirais da galáxia. Mas, até aí, nada de muito misterioso.

As surpresas vêm de outros comprimentos de onda, além da luz visível que nossos olhos normalmente enxergam. Por exemplo: em raios ultravioleta e em rádio, essa galáxia mostra que existe formação de estrelas em regiões externas, muito afastadas de onde se esperaria que isso estivesse acontecendo. Em raios-X, é possível notar que o núcleo de M83 está imerso em uma nuvem de gás aquecido a uma temperatura de 7 milhões de graus! Não satisfeito com as proezas de M83? Ela é uma das fábricas mais produtivas de
supernovas, estrelas de muita massa explodindo ao final de suas vidas. Ela é uma das duas galáxias conhecidas que teve seis explosões dessas em 100 anos. Só para comparar, a taxa de explosões de supernovas na nossa galáxia é de uma a cada cem anos! Uma delas, conhecida como SN 1957D, ficou observável por 30 anos!

É por essas e outras que astrônomos ainda continuam investido na M83. A imagem acima, por exemplo, levou em torno de 100 minutos para ser obtida, em quatro filtros
diferentes, com o uso de uma câmera especial que consegue obter imagens de campos de visada bem grandes de uma só vez. As estrelas brilhantes que vemos em primeiro plano são estrelas da nossa galáxia. Além da M83 é possível ver, ainda nessa foto, algumas outras galáxias mais distantes.

Aurora misteriosa em Saturno

Por Cássio Barbosa from G1

Ao estudar o pólo norte de Saturno, a sonda Cassini, ainda em operação nos arredores deste sistema, fez uma descoberta surpreendente. Saturno tem uma aurora própria, diferente de tudo o que se conhece dos outros planetas do Sistema Solar!

Aurora Saturno

Auroras são causadas por partículas carregadas eletricamente que entram no campo magnético dos planetas. Na Terra isso é bastante comum em especial quando o Sol passa por tempestades. As partículas fluem pelas linhas de campo magnético e dão um espetáculo multicolorido para quem estiver em latitudes altas o suficiente. Auroras desse tipo não são incomuns e são observadas na Terra, em Júpiter e em Saturno, mas agora essa descoberta cria uma nova categoria de auroras.

Júpiter, por ter um campo magnético muito intenso, possui um anel auroral destacado que não muda com o tempo. A aurora “clássica” de Saturno, bem como a da Terra, varia com as mudanças do vento solar, mas esta nova classe de aurora não parece se enquadrar em nenhuma dessas categorias.

De acordo com Tom Sallard, da Universidade de Leicester, autor da descoberta, nunca foi visto nada como isso antes. As teorias atuais dizem que esta região de Saturno não deveria formar auroras, mas ao observar o seu pólo norte, justamente sobre o famoso e misterioso hexágono formado pelas nuvens da atmosfera, a Cassini descobriu uma formação circular que praticamente acompanha as nuvens.

Esse comportamento dá margem a uma hipótese: além de causada pelo campo magnético de Saturno, esta nova aurora deve interagir também (de uma maneira ainda desconhecida) com a atmosfera local. A descoberta foi feita usando-se imagens no infravermelho. O Hubble não conseguiu observar isso antes por conta de sua posição desfavorável.

Não bastasse essa origem desconhecida, esta aurora tem um comportamento que a faz mais intrigante ainda. Ela muda constantemente, chegando a desaparecer a cada 45 minutos!

Eta Carina, a bomba-relógio

Por Cássio Barbosa from: G1

Eta lindonaEta Carina, durante muito tempo considerada a estrela mais massuda de nossa galáxia, tem mostrado sinais da idade. Apesar de não ser mais “a” estrela com mais massa na Via Láctea, ela deve ser um sistema composto por duas das mais massudas, e estrelas com muita massa vivem pouco. Isso as leva a ter uma alta temperatura, um forte brilho, mas um curto intervalo de vida. E parece que a hora de Eta Carina chegou, ou está para  chegar.

Bom, se você é daqueles que acredita que o LHC vai produzir um miniburaco negro que vai tragar a Terra, não precisa se preocupar. Mas a história é a seguinte.

Em 1843, Eta Carina sofreu uma explosão tão intensa que ela pôde ser observada de dia! Eta Car (para os íntimos) é visível no hemisfério Sul e está a 7.500 anos-luz de distância. Naquela época, astrônomos no observatório da África do Sul relataram o súbito aumento de brilho. Hoje em dia ainda é possível ver os restos dessa explosão na forma de uma nebulosa chamada de Homúnculo. A foto do Homúnculo é um dos ícones produzidos pelo Telescópio Espacial Hubble. Restos de uma explosão anterior, por volta de uns 1.000 anos atrás, também podem ser vistos nessas imagens.

Um colega nosso, Nathan Smith, mostra na edição de hoje da revista científica “Nature” que novas observações que ele fez nos observatórios Gemini Sul e CTIO, ambos no Chile, revelam filamentos de gás se afastando muito rapidamente, quase cinco vezes mais
rápido do que o material do Homúnculo. Esse material teria sido ejetado de Eta Car no mesmo evento de 1843. Por essa hipótese, toda estrela muito massuda daria sinais de esgotamento de seu combustível alguns anos antes de explodir como uma supernova. Esse tipo de evento tem sido observado em outras galáxias, mas até agora não há nenhuma explicação para ele. Como uma estrela pode se tornar tão brilhante assim sem ter se tornado uma supernova?

Nessa ejeção de massa, Smith calcula que Eta Car se livrou de algo em torno do equivalente a 10 estrelas como nosso Sol de uma só tacada. Ainda sim, logo em seguida, ainda teve fôlego para ejetar todo o material que compõe o Homúnculo. De tanto perder massa assim, é possível que hoje ela tenha por volta de um terço de sua massa original.

O fato é que aparentemente uma estrela com tanta massa passa por golfadas violentas como essa até sua explosão final como supernova. De fato, uma hipernova observada em 2006 passou por um evento desses dez anos antes. Eta Carina, pelo que vemos nas imagens, passou por duas já, uma há 1.000 anos e outra em 1843. Resta saber quando será a terceira que provavelmente pode ser a última. Pode ser uma questão de décadas, ou séculos, mas no máximo em 1.000 anos Eta Carina vai explodir espetacularmente, tornando-se o objeto mais brilhante de nossa galáxia.

É esperar para ver!

Jornal elege os filmes com enredos mais ridículos de 2008

( Redação Cineclick) – Como se não bastassem as listas de piores e melhores de 2008, o jornal britânico The Guardian divulgou as oito tramas mais ridículas de 2008, justificando a escolha de cada uma delas.

Atenção! Pode conter spoilers!

Em primeiro lugar está Batman – O Cavaleiro das Trevas, que não ficou de fora de nenhuma lista até agora. Segundo o jornal, a piada do roteiro é a genialidade criminosa do Coringa (interpretado por Heath Ledger): “então o Coringa realmente orquestrou aquela grande perseguição com o caminhão apenas para ser pego e ir para a prisão, então ele poderia fazer o guarda de refém e usar seu telefone para acionar a bomba que ele previamente colocou no seu capanga na cela ao lado? Isso poderia matar o cara que roubou o dinheiro dos gângsteres, assim permitindo que… er, o que? O Coringa de Heath Ledger pode ser um psicopata, mas ele teve a capacidade nerd para ir adiante com o plano”.

O segundo lugar, também figurinha carimbada nas listas de 2008, é Sex and the City – O Filme. O jornal indaga se Mr. Big (Chris Noth, de Paixão de Aluguel) não tinha o telefone das amigas de Carrie (Sarah Jessica Parker, de Armações do Amor) quando ela não atendeu o celular. “Apesar de conhecê-las há 10 anos, ele (Mr. Big) não tem o telefone delas. Nem é capaz de sair do carro e andar até lá”, diz o Guardian.

A incapacidade dos seqüestradores de perceber que o plano de Tony Stark (Robert Downey Jr., de Trovão Tropical) era maior do que eles pensavam faz com que Homem de Ferro assuma a terceira posição. “Seqüestramos o imperador das armas Tony Stark! Agora vamos colocá-lo em uma caverna e forçá-lo a construir um míssil para nós. Não precisamos colocar seguranças porque temos essas câmeras CCTV. Verdade, ainda é possível que ele fique em um cantinho, mas o que pode dar errado? Também vamos observar esses desenhos. Espere aí! Isso não é um míssil, é uma roupa-robô destruidora. E agora ele está nos matando!”, ironiza a publicação.

Nem Will Smith (Eu Sou a Lenda) e seu indestrutível Hancock escaparam. “Então existe um cara no planeta que vive, tipo, para sempre, e pode voar, parar balas, pular edifícios e ninguém tem a menor curiosidade de saber quem diabos é ele e de onde ele vem? O que ele estava fazendo durante, digamos, a Segunda Guerra Mundial?”, pergunta.

Sobre o quinto colocado, O Procurado, The Guardian diz que “podemos engolir James McAvoy como um herói de ação. E acreditaremos que existe uma liga secreta de assassinos que podem fazem com que balas virem cantos. Até mesmo que eles descendem de tecelões. Mas espere aí, Tear do Destino? Um aparato místico cujo tecido nos dá o futuro da humanidade encriptado em suas fibras?”

Eleito o maior herói de todos os tempos, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ficou com o sexto lugar, já que “graças a Deus (ou a Spielberg)”, Shia LaBeouf (Controle Absoluto) “se transformou no Tarzan. Aí vem ele se balançando pelas árvores em um cipó, com uma trupe de macacos”.

O tema das músicas do grupo Abba fez com que Mamma Mia figurasse na sétima posição. Segundo o jornal, Sophie (interpretada por Amanda Seyfried) “não pode fazer um teste de DNA” para descobrir qual dos três antigos namorado de sua mãe (Meryl Streep, de O Diabo Veste Prada) é seu verdadeiro pai. O motivo de não poder fazer o teste? “O Abba nunca escreveu um música sobre isso”, comenta o jornal.

Nem o documentário Man on Wire escapou da lista das tramas mais ridículas. “Um homem invade o World Trade Center e anda em uma corda-bamba entre as duas torres. Yeah, right”, ironiza.

From: Yahoo

Quem quer matar Deus?

A recusa do divino vive novo fulgor com o declínio da religião mas pode estar estar apenas a assumir novas configurações

“Deus provavelmente não existe, de modo que deixe de se preocupar e goze a vida”. O inusitado slogan vai decorar 30 autocarros de Londres, no Reino Unido, durante todo o mês de Janeiro próximo.

Conscientes de que na era da imagem até as guerras de religião podem ser travadas em cartazes publicitários, os ateus britânicos apelaram ao lema para tentar convencer as pessoas de que Deus é uma invenção. Por iniciativa da British Humanist Association (BHA) e do seu presidente, o professor Richard Dawkins – reconhecido teórico da evolução, catedrático na Universidade de Oxford e autor de vários livros de divulgação científica, como “A Desilusão de Deus” (Casa das Letras) -, numa iniciativa sem precedentes mas que reflecte o aparente regresso do ateísmo militante, tão vigoroso na época das Luzes (século XVIII), ao Ocidente.

Todavia, mais do que a campanha londrina – que poderá estender-se a outros países europeus e até aos EUA -, interessa questionar a que se deve esse fulgor de recusa do divino. Porquê agora? E quais os seus objectivos? E estará de fato a religião em declínio no Mundo Ocidental, ou assume novas configurações? A quatro dias do Natal, essa festa maior da Cristandade que celebra o parto da criança que seria Deus tornado homem, é o tempo ideal para reflectir sobre as razões que movem os novos assassinos Dele. E das demais divindades.

É possível não acreditar no divino?

O problema de fundo assinalado por Carlos Esperança é, pelo contrário, o maior êxito da BHA: propondo-se angariar os 8064 dólares necessários a um mês de anúncios em 30 autocarros, levou só duas horas para amealhá-los, numa campanha que, iniciada a 21 de Outubro, chegou a Dezembro com mais de 190 mil dólares.

“Os doadores sentem que não têm voz, que o Governo e a sociedade prestam demasiada atenção à religião e aos seus líderes, enquanto ignoram os que não são religiosos”, diz Hanne Stinson, directora da BHA, para justificar a surpreendente adesão.

A iniciativa soma-se a outras manifestações de um ateísmo mais ativo na Europa, como a proliferação de ensaios contra a religião e o aumento dos pedidos de apostasía em Espanha e Itália, por exemplo – em Portugal não há dados. Inclusivamente nos EUA, cujas notas de dólar trazem o lema “in God we trust”, nos últimos anos as associações de não-crentes observaram um crescimento sustentado. E a Secular Coalition for America conseguiu, até, contratar um lóbista no Congresso, Lori Lipman Brown, visando contrariar a influência da religião na arena política. Radical, Dawkins chega a dizer, no seu “best-seller” (1,5 milhões de exemplares vendidos) que “a situação atual dos ateus nos EUA é comparável à que enfrentavam os homossexuais há 50 anos”. Só que, ao contrário dos grupos religiosos, sustenta, o problema dos ateus é que não estão organizados.

Mas começam a ficar. Para o teólogo Anselmo Borges, que acabou de publicar uma coletânea de artigos (”Janela do (In)finito”, Campo das Letras) onde debate também o ateísmo, a nova investida dos ateus e respectivo ensejo organizativo “deve-se ao materialismo e o hedonismo atuais”. Sugere, porém, que “as principais motivações estão, por um lado, no avanço da Ciência, designadamente da genética e das neurociências, que já fornecem muitas respostas sobre o Homem”, e, por outro lado, “no Mal do Mundo”, isto é, “face à violência e à guerra que são geradas em nome de Deus, as pessoas tendem a advogar que seria melhor que esse Deus não existisse. Essa é, aliás, a tese central de Dawkins”, assinala.

No entanto, a militância renovada dos ateus, refletida na abundância de obras que defendem o ateísmo – por autores tão ilustres como Christopher Hitchens (”Deus não é Grande”, Dom Quixote), Sam Harris (“O Fim da fé”, Tinta-da-China), Michael Onfray (”Tratado de Ateologia”) e John Dupré (”Darwin’s Legacy”) –, não parece ser tanto uma reacção ao terrorismo integrista islâmico, mas antes um ataque às igrejas do Ocidente. A campanha de Dawkins nos autocarros será uma resposta, diz a BHA, “às operações agressivas de grupos cristãos fundamentalistas, que usam os espaços promocionais dos transportes públicos para proselitismo”.

Em Portugal, os objectivos globais da AAP são os mesmos: além de uma “aceitação social do ateísmo”, pretende “erradicar a influência da religião, designadamente da Igreja Católica, sobre o Estado, e o regresso à ética republicana, que é urgente”, diz Esperança, assinalando que no último estudo sobre a matéria em Portugal, de 2002, “cerca de 400 mil pessoas declararam-se ateias ou não-crentes, e não chocaria que hoje fossem cerca do dobro”. Aqui ao lado, Espanha será o caso de maior radicalismo. Após 40 anos de franquismo com apoio da Igreja Católica, a reação anticlerical dos jovens é muito mais virulenta, e as solicitações de apostasía multiplicaram-se: no primeiro semestre deste ano foram 529, superando o total de 2007 (287) e de 2006 (47).

As estatísticas parecem contrariar, porém, a ideia de que o ateísmo militante estará a crescer na Europa: só um quarto da população é que se declara “não religiosa” e apenas 5% se afirma ateu convicto. De resto, ser ateu é muito mais do que a recusa do Estado confessional ou a indiferença, quiçá o abandono, da prática religiosa: para o teólogo alemão Hans Küng, “o autêntico ateísmo nega todo o tipo de Deus e todo o divino, tanto entendidos em sentido mitológico como concebidos de forma teológica ou filosófica”. Neste sentido, o próprio ateísmo, enquanto experiência espiritual, estará a perder terreno. “A maioria dos não-crentes diz-se, na realidade, agnóstica, pois o ateísmo implica uma profunda convicção sobre uma questão: a não existência de Deus. E a verdade é que todos duvidam”, realça o filósofo francês Michel Eltchannoff.

Essa natureza dubitativa em torno do divino poderá explicar, até, o ressurgimento contemporâneo das superstições, seitas e ocultismos. Em França, país de Descartes e dos Enciclopedistas, as artes divinatórias geram um volume de negócios de 4200 milhões de dólares anuais, isto é, cerca de 15 milhões de consultas por ano, repartidas entre uns 100 mil “profissionais” da bola de cristal, mais os livros de profecias, astrologia e ciências ocultas… Em Portugal, embora falte estatística, a proliferação de anúncios de videntes e quejandos é suficiente para perceber que o negócio prospera, autorizando a tese de que vivemos num Mundo onde o irracional é a norma e grande parte da Humanidade crê em Deus, ainda que cada qual o defina a seu modo.

Aliás, neste contexto torna-se pertinente a pergunta sugerida por Anselmo Borges: “Porque é que a campanha publicitária dos autocarros londrinos declara que Deus ‘provavelmente’ não existe? Porque não dizer logo que ‘Deus não existe’, se há essa certeza?”. Segundo a BHA, porque o “provavelmente” evita ferir susceptibilidades e violar as leis britânicas da publicidade. Mas a melhor explicação talvez radique, afinal, na advertência formulada na Grécia pelo matemático Euclides, 300 anos antes de Cristo: “O que é afirmado sem provas pode ser refutado sem provas”.

Jornal de Notícias de Portugal

Confira a nova tabela de preços dos automóveis com os percentuais de redução do IPI

Confira a tabela que foi publicada no blog Auto estrada.

“Peguei os preços antigos até então em vigor em publicações especializadas – jornais e revistas – e os comparei com os novos preços divulgados isoladamente em anúncios oficiais de fábrica para suas redes de revendas. Aqueles em que não encontrei nenhuma indicação, calculei com base no novo IPI, conforme a capacidade do motor e a categoria do veículo O resultado foi essa tabela que você vê logo a seguir, que mistura valores oficiais com números estimados. Acredito que com essas indicações fica mais fácil para o consumidor saber quanto vai pagar pelo carro zero-quilômetro.”

Ricardo Couto do Autoestrada

Preços antes e depois da redução de IPI
Marca de modelo Tabela antiga Novo – IPI menor
Chevrolet Celta 1.0 2p R$ 24.963 R$ 23.215 (estimado)
Chevrolet Celta 1.0 4p R$ 26.447 R$ 24.595 (estimado)
Chevrolet Prisma 1.4 R$ 31.442 R$ 29.712 (estimado)
Chevrolet Classic 1.0 R$ 25.379 R$ 23.602 (estimado)
Chevrolet Corsa Hatch 1.0 R$ 29.298 R$ 27.247 (estimado)
Chevrolet Corsa Sedan 1.4 R$ 33.987 R$ 32.117 (estimado)
Chevrolet Meriva 1.4 R$ 43.549 R$ 41.153 (estimado)
Chevrolet Meriva 1.8 R$ 45.879 R$ 43.355 (estimado)
Chevrolet Montana 1.4 R$ 29.695 R$ 28.061 (estimado)
Chevrolet Astra 2.0 R$ 45.664 R$ 43.152 (estimado)
Citroën C3 GLX 1.4 R$ 39.900 R$ 38.490
Citroën C4 Pallas 2.0 GLX Mec. R$ 60.786 (estimado) R$ 57.600
Citroën Picasso GLX 1.6 Aut. R$ 61.706 (estimado) R$ 58.490
Fiat Mille Economy 1.0 2p R$ 23.470 R$ 21.754
Fiat Palio Fire 1.0 2p R$ 26.980 R$ 24.990
Fiat Siena Fire 1.0 R$ 31.200 R$ 27.490
Fiat Punto 1.4 R$ 40.610 R$ 38.368
Ford Ka 1.0 2p R$ 24.900 R$ 23.157
Ford Fiesta Hatch 1.0 4p R$ 32.100 R$ 29.750
Ford Fiesta Sedan 1.0 4p R$ 34.075 R$ 31.580
Ford EcoSport XLS 1.6 R$ 49.900 R$ 47.155
Ford Focus 2.0 R$ 59.690 R$ 55.875
Honda Civic LXS 1.8 Mec. R$ 65.460 R$ 62.005
Honda Civic LXS 1.8 Aut. R$ 70.520 R$ 66.800
Honda Fit LX 1.4 16V Mec. R$ 52.340 R$ 49.580
Honda Fit LX 1.4 16V Aut. R$ 56.230 R$ 53.265
Peugeot 206 1.4 8V 2p R$ 28.690 R$ 26.990
Peugeot 206 1.4 8V 4p R$ 30.190 R$ 28.440
Peugeot 207 XR 1.4 8V 2p R$ 37.790 R$ 35.740
Peugeot 207 XR 1.4 8V 4p R$ 39.290 R$ 37.190
Peugeot 207 XR 1.4 8V Sd R$ 40.990 R$ 38.790
Peugeot 207 XR 1.4 8v SW R$ 42.990 R$ 40.690
Peugeot 207 Escapade 1.6 16V R$ 47.790 R$ 45.190
Renault Clio 1.0 16V R$ 24.990 R$ 23.290
Renault Logan 1.0 16V R$ 28.690 R$ 26.490
Renault Sandero 1.0 16V R$ 29.990 R$ 27.840
Renault Mégane Sd 1.6 16v R$ 51.990 R$ 49.130 (estimado)
VW Novo Gol 1.0 R$ 29.490 R$ 27.320
VW Fox 1.0 R$ 32.520 R$ 30.490
VW Voyage 1.0 R$ 31.290 R$ 28.990
VW SpaceFox 1.6 R$ 48.250 (estimado) R$ 44.290

Disco transparente tem capacidade para 500 GB de dados

Espaço equivale ao de 714 CDs, 106 DVDs ou 20 discos Blu-ray.
Ainda não há informações sobre data de lançamento ou preço.

A Pioneer apresentou no Japão, nesta semana, um disco transparente com capacidade para armazenar 500 GB de dados. Ainda não há informações sobre data de lançamento e preço do produto, que ainda é um protótipo. Seu espaço de armazenamento equivale ao de 714 CDs, 106 DVDs (4,7 GB cada) ou 20 discos Blu-ray (25 GB cada).

AP

Ainda não há informações sobre data de lançamento ou preço do disco transparente.

Entenda a mudança na tabela de IPI dos automóveis

Do G1

Carros com motor 1.0 estão isentos do imposto de 7%.
Medida já está em vigor e vale até o dia 31 de março de 2009

As principais montadoras de automóveis do país devem anunciar ainda nesta sexta-feira (12) a mudança na tabela de preços dos seus veículos depois do anúncio do governo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os automóveis feito na quinta-feira (11).

Para carros populares, com motor até mil cilindradas, o IPI caiu de 7% para zero. Para automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos à gasolina, foi reduzida de 13% para 6,5%. Os automóveis de luxo, com motores acima de 2.1, permanecem com alíquota de 25%. Nos carros a álcool, a alíquota mudou de 11%, para 5,5%. A nova tabela das alíquotas já está em vigor. Confira a seguir algumas questões que explicam a mudança na tabela do IPI.

O que é IPI?
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é um imposto federal cobrado sobre mercadoria industrializadas, estrangeiras e nacionais. O IPI é um imposto seletivo – porque sua alíquota varia de acordo com a essencialidade do produto – e não-cumulativo, ou seja, em cada fase da operação é compensado o valor devido com o montante cobrado anteriormente.

Por que o governo alterou a tabela?
O governo federal decidiu promover um corte temporário do IPI para tentar recuperar as vendas de veículos novos no país, que apresentou queda nos últimos meses por causa da crise financeira. De acordo com a decisão do governo, a redução começa a valer a partir desta sexta-feira (12) e vai até o dia 31 de março de 2009, período que o governo acredita ser suficiente para reaquecer o mercado de automóveis.

Como ficou a nova tabela do IPI para veículos novos?
Os veículos com motores de potência 1.0, mais básicos, que hoje têm imposto de 7% terão IPI zero agora. Para carros com motores até 2.0, o imposto cai de 13% para 6,5%, mas os automóveis de luxo, com motores acima de 2.1, permanecerão com alíquota de 25%. Nos carros a álcool, a alíquota cai de 11%, para 5,5%.

Como é a influência do IPI no valor de venda do veículo?
O IPI incide sobre o custo de produção do veículo, e não sobre o preço final do produto. Por isso, não dá para afirmar que os carros 1.0, por exemplo, terão desconto de 7% na tabela. As montadoras devem divulgar ainda nesta sexta-feira (12) qual será o desconto no preço final do veículo.

O imposto será repassado integralmente ao valor do veículo?
Segundo declarações do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, a intenção do governo é que o desconto do IPI seja repassado integralmente pelas montadoras.

A mudança afeta o preço de carros usados?
Não diretamente. Mas caso haja um aumento nas vendas dos veículos novos poderá haver um reaquecimento do mercado de usados. Nas últimas semanas, muitas concessionárias recusaram automóveis usados dos clientes que queriam comprar carro zero km, ou ofereciam um valor muito abaixo da tabela de mercado.

Se o IPI incide sobre a produção de veículo, como ficam os milhares de carros que já foram produzidos e estão nos páteos das montadoras e nas concessionárias para serem vendidos?
O governo autorizou o refaturamento dos veículos descontando o valor do imposto. As concessionárias poderão refaturar os veículos que adquiriram das montadoras e vender já com desconto da mudança da aliquota.